AfroReggae leva universo dos games para a favela

por | fev 22, 2021

 

O futuro chegou ao AfroReggae. A ONG que existe há 28 anos, promovendo inclusão e justiça social por meio de um trabalho de cultura, arte e educação, agora, entrou para o universo dos eSports.

“O nosso foco sempre foi afastar jovens da criminalidade. No momento em que o país se preocupava em fazer um trabalho para a população em situação de rua, o AfroReggae se voltou para as favelas. Quando começamos, a nossa arma era a cultura. E nessa de repensar as nossas atividades, procuramos o Ricardo Chantilly para assumir a nossa área musical. Mas ele estava justamente saindo desse mercado e migrando para a área de games. Fomos com ele a um campeonato e, quando vimos que mais de 99% dos competidores eram brancos, decidimos que tínhamos que levar esse esporte, tão em alta no mundo, para as favelas”, lembra William Reis, coordenador executivo do AfroReggae.

E quem pensa que game não passa de uma brincadeira, que não leva as pessoas a lugar algum, está redondamente enganado. O que parece brincadeira de criança tem gerado bastante lucro para seus investidores.

“O mercado é bilionário e, só na pandemia, cresceu mais de 30%, atingindo cerca de 200 bilhões de dólares em movimentação no mundo, superando o somatório gerado pelo cinema e pela música juntos”, destaca Ricardo Chantilly, diretor do AfroGames,

Com 20 computadores de ponta, o AfroReggae ainda oferece para os alunos de eSports aulas de inglês e lanche. E a mudança na vida dos atendidos pelo projeto já começaram a aparecer.

“Alguns meninos já foram chamados para trabalhar em fábricas e lojas, só pelo simples fato de terem aprendido a mexer num computador. Nós não temos a pretensão de descobrir cem jogadores, mas um, dois, cinco. No entanto, os outros vão virar cidadãos, vão arrumar emprego, mexer em computador, falar inglês”, ressalta Chantilly.

Para garantir a presença de meninas no projeto nesse universo majoritariamente masculino, o AfroGames reservou 30% das vagas para meninas e pessoas com deficiência.

“Ainda não alcançamos esse percentual, mas as meninas estão começando a se interessar pela atividade. Aliás, temos uma muito boa lá, que com certeza deve ir longe na área. Tem uma outra também que não perde uma aula e leva o bebê de nove meses com ela. Às vezes, enquanto assiste a aula, ela amamenta o filho, dá gosto de ver”, destaca Chantilly.

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