“Agbalá Conta” ocupa territórios da cidade com muita arte africana e diaspórica

por | fevereiro 27, 2024

Núcleo criado por Giselda Perê utiliza culturas pretas tradicionais e africanas como ferramenta para a educação e combate ao racismo

Nascido em 2010, o Agbalá Conta é um núcleo de arte, pesquisa e criação, que se dedica às culturas pretas tradicionais e contemporâneas, como uma estratégia de educação fundamentada nas metodologias e tecnologias ancestrais, preservadas nas oralidades africanas e da diáspora. O coletivo é fruto de um sonho da arte educadora e pesquisadora, Giselda Perê.

“Tenho nas mãos mais que um grupo artístico, mas uma cabaça mágica que, encantada, esparrama histórias e memórias ancestrais. Experiências formativas fundadas em metodologias que dialogam com as filosofias africanas e afro diaspóricas”, conta Giselda Perê que, além de fundadora, também gerencia o Núcleo.

Foto: Divulgação

E agora em seus 14 anos, por meio de uma emenda parlamentar gerenciada pela Secretaria de Cultura do Estado, a Agbalá Conta une seus fazeres e saberes em sua cabaça mágica e decide ocupar territórios para fortalecer, formar e entreter. A Ocupação Agbalá Conta nasce com o objetivo de promover uma vivência artística educativa em comunidades tradicionais e/ou contemporâneas que têm em sua vivência, identidades e fundamentos, o conceito do aquilombamento.

A primeiro ocupação aconteceu no último dia 25/02, no projeto Quilombo da Parada do Instituto Cultural Esperança Garcia. O grupo proporcionou atividades como mediação de leitura de literatura preta infantil e infantojuvenil, roda de conversa sobre artes pretas tradicionais e contemporâneas, intervenção artística “Parindo cabaças” e, para finalizar, a apresentação artística de contação de histórias pretinhas.

O público eram as crianças e adolescentes participantes do projeto, além de mães que trabalham no Quilombo, e foram as responsáveis por produzir uma deliciosa comida para todos os participantes.

Foto: Divulgação

Um dia ensolarado e acolhedor no coração da Estância Jaraguá, onde puderam fazer trocas incríveis em meio a natureza, com borboletas colorindo o dia em voos rasantes. Poder levar oralidades, literaturas e artes pretas para 58 crianças e adolescentes, foi um presente para toda a equipe da Ocupação.

Confira os próximos territórios que serão ocupados:

Ilé Àse Ara Iná Afinná – 03/03/2024
Aparelha Luzia – 07/04/2024
Quilombo Ivaporunduva – 21/04/2024

As atividades são gratuitas, ocorrem durante 6 horas ininterruptas e a participação é aberta, mas com prioridade para as pessoas que vivem nas comunidades e projetos parceiros.

Programação

11h – Mediação de Leitura
12h – Roda de Conversa
14h – Intervenção artística
15h45 – Contação de histórias

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