Aparecendo para o Brasil como Jairzinho no sucesso infantil ‘O Balão Mágico, programa infantil icônico dos anos 80, Jair Oliveira, hoje com 48 anos, faz parte da construção de infância de várias gerações e essas memórias estão sendo reavivadas com o lançamento da série documental “A Superfantástica História do Balão”, lançada pela Star+ e produzida pela INTRO Pictures e Producing Partners . A série tem direção-geral de Tatiana Issa (Pacto Brutal: O Assassinato de Daniela Perez), e roteiro de Fernando Ceylão (Zorra Total) e Beatriz Monteiro (Caso Evandro).
“Cara, eu acho que os documentários são muito importantes para traçar um retrato do que quer que seja e esse do Balão Mágico é uma visão para essa geração que não conheceu, que não viveu. São pessoas que não conviveram com o Balão , mas são impactadas porque o programa foi passando de geração em geração”, conta Jair que, além do marcante programa, se envolveu em outro projeto infantil de sucesso, o Grandes Pequeninos, junto com sua esposa, a atriz Tania Khalill. “Percebo nos projetos infantis essa passagem de geração em geração, que é o pai e a mãe contando para os filhos e aí vai se espalhando”.
A energia que a gente recebe das famílias é muito especial. Terminamos um show e o pessoal diz ‘olha, eu cresci ouvindo você no Balão Bágico e você tem uma conexão muito especial comigo, com a minha infância, e agora você se mantém conectado com a minha família através dos meus filhos as minhas filhas’

Divulgação
O Grandes Pequeninos já conta com 3 álbuns e uma indicação ao Grammy Latino, sinal do poder de conexão do cantor com o público infantil. O projeto nasceu em 2007 com Jair compondo para a filha recém-nascida, Isabella, hoje com 16 anos de idade. Concebido quase como um diário sobre os sentimentos do artista e de sua esposa em relação ao ato de cuidar de uma criança, o trabalho conta hoje com milhões de plays nas plataformas de áudio. “Eu como pai e a Tania como mãe e nossas filhas envolvidas (eles ainda tiveram Laura, hoje com 12) trocando muitas experiências e as mensagens são sempre positivas, sabe? Essa coisa de abraçar, de ter o carinho da família, de respeitar, a admiração mútua”, reflete Oliveira. “É diferente de outros projetos que trazem coisas do passado e que são muito legais também. Eu aposto nas canções inéditas e o projeto é todo feito com meu lado criativo. Fico feliz de estar em dois projetos que marcaram as pessoas”.
Confira mais da nossa conversa com Jair de Oliveira
A sua trajetória musical no universo infantil conversa com sua paternidade?
A experiência de ter me tornado pai e como as minhas filhas alteraram a minha visão de praticamente tudo na minha vida pessoal, da minha esposa, também na minha vida profissional é sensacional. No Grandes Pequeninos tem um estilo de compor que é o meu estilo, é óbvio, mas também trago muitas coisas específicas que são justamente dessa vivência da paternidade.
O documentário ajuda a esclarecer alguns boatos e polêmicas sobre o Balão Mágico?
Como eu tô morando fora do Brasil há 6 anos, nem sempre pude esclarecer algumas coisas, inclusive, até no trailer do documentário do Balão explora algumas coisas, que eu até entendo que serve para o impacto de divulgação. Tem muita coisa que traz aquele lado polêmico de criança que trabalhava nos anos 80, era uma outra época e todos eram os muitos novos, mas eu sempre mantive uma memória afetiva muito bonita sobre minha experiência na atração.
Outra polêmica que tive na carreira é que não gostava de ser chamado Jairzinho e na verdade não tem nada a ver, porque é um apelido que meu pai e minha mãe me deram porque era Jair Rodrigues e Jairzinho, né? Em algum momento, quando eu cresci, a minha família também começou a me chamar de Jair e meu pai ficou Jairzão. É um tratamento carinhoso que a gente se dava e tem essa coisa, umas lendas que não fazem sentido.

Grandes Pequeninos – Jair ao centro acompanhado da filha Laura à direita, a esposa Tania Khalill e por último a mais velha, Isabella
Alguma conversa sobre uma turnê de reunião do Balão?
Tem uma dificuldade que vai além da barreira de eu morar fora que é a dificuldade mais importante, que é o estado de saúde da Simony. Ela está passando por um tratamento muito específico, muito delicado e acredito que ela vá se recuperar, mas eu não quero nem pensar em falar nada sobre retomar o Balão Mágico enquanto ela não tiver 100%..
Olhando em perspectiva, você entende a importância de ter sido uma criança negra dentro de um programa infantil de tanto sucesso?
Ah, eu penso bastante nisso e fico sempre muito emocionado porque tem relatos de pessoas como do próprio Lázaro Ramos, que escreveu no livro dele e dá um depoimento no próprio documentário. Algumas pessoas falam ‘cara, eu me via em você’ e para mim é muito importante, né? Essa representatividade que não deveria surpreender e que deveria ser um lugar comum. Meu pai foi um símbolo disso, dessa representatividade, a minha irmã também. A gente sempre lidou dessa maneira leve e bonita com o fato de estar nesses locais, representando pessoas iguais a nós, mas fazer isso sem tanto peso e da maneira mais natural possível através da música e da arte .
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