Observatório de Favelas prorroga inscrições para edital da Escola Livre de Artes

por | jul 1, 2022

O Observatório de Favelas, por meio do Galpão Bela Maré, prorrogou as inscrições para o edital de terceira edição da residência formativa da Escola Livre de Artes (ELÃ). A iniciativa vai selecionar 15 vagas para artistas oriundos de favelas e periferias com pesquisas em desenvolvimento.

As inscrições gratuitas poderão ser feitas até o dia 3 de julho, através do link: https://bityli.com/inscricao-ela-2022. Cada artista selecionado receberá uma bolsa de R $700 mensais, pelo período de três meses de residência, bem como uma verba para produção, já que ao final dos encontros a turma abre ao público a exposição resultado do processo formativo, no Galpão Bela Maré.

De acordo com os organizadores, a chamada pública é direcionada para artistas de origem periférica que atuem de maneira individual ou representando um coletivo, com idade entre 18 e 35 anos de quaisquer linguagens artísticas. Serão consideradas a diversidade de gênero, etnicoracial, de sexualidade e território. A comissão de seleção do edital incentiva a política de maior preenchimento de vagas por mulheres, pessoas negras, indígenas, PCD, pessoas trans e moradoras de favelas e periferias.

Para a artista Guilhermina Augusti, que participou da primeira turma da ELÃ, a experiência na residência-formativa a ajudou a entender as negociações, invenções, tensões e sobretudo possibilidades dentro da cidade do Rio e seus territórios periféricos:

“Através da experiência pedagógica do espaço, das relações com outros artistas, com aprender e trocar sobre arte, do fazer e receber do território e do construir imaginário. A ELÃ certamente foi a experiência mais importante dentro da minha trajetória artística, não apenas pela importância do espaço, mas sobretudo pelas camadas densas e profundas da esfera arte/território que me foi apresentado”, destaca a artista.

Na edição 2022, sobre o tema Ecologias do Bem viver, a Escola Livre de Artes convida artistas interessadas/es/os em imaginar, construir e debater novas estéticas que apontem para estratégias de convívio e permanência no mundo hoje.

“Precisamos de novos pactos de convivência coletiva para que juntas cuidemos melhor dos ambientes em que vivemos e não é de hoje que favelas e periferias, urbanas e rurais, apontam alternativas e inventam caminhos. Fazer da ELÃ um espaço para discutir e visibilizar esse debate é uma estratégia para afirmar a pertinência de essa conversa acontecer a partir de perspectivas territoriais e tendo a arte como mediadora”, destaca Isabela Souza, diretora do Observatório de Favelas.

Iniciada em 2019, a ELÃ é um experimento artístico-pedagógico para jovens artistas oriundos de favelas e periferias. O programa de residência-formativa conta com encontros presenciais mediados por artistas, curadores, educadores entre outros agentes do campo da arte e da cultura, compartilhando experiências, encontros formativos, laboratórios e diferentes estratégias artístico-pedagógicas para fomentar a produção poética e narrativa dos artistas participantes. Ao final da vivência, os resultados do processo constituem uma exposição que fica em cartaz no Galpão Bela Maré.

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