KING Saints chegou para gastar onda — e sem hora pra acabar. A artista de Duque de Caxias acaba de apresentar “Músicas para Marolar”, uma mixtape que traduz em som aquele rolê tipicamente carioca que começa com um inocente “vamos tomar só uma?” na Lapa e termina com o sol nascendo em algum baile inesperado pela cidade.
Com estética disruptiva e espírito livre, o projeto funciona como um verdadeiro manifesto da boemia do Rio de Janeiro, visto pelos olhos de quem cruza territórios em busca da marola perfeita. É Caxias invadindo a Zona Sul, é o calor do baile misturado com a brisa da praia, é o caos bonito da noite carioca transformado em música.
E se a vibe é coletiva, a lista de chamada acompanha. KING Saints reuniu um time que mais parece line-up de festival, conectando diferentes gerações e cenas da música brasileira. Entre nomes consagrados e apostas da nova geração estão Tuyo, Papatinho, Rincon Sapiência, Bixarte, Mulú, Day Lins, Dorneles, Mac Júlia e Los Brasileiros, além de uma tropa formada por Pocket, Jamé, Nina, Detona Cry, Smu, Traemme, DMX, Neno, Tutti e Pharfa. Na mesa de bar da KING, definitivamente, cabe todo mundo.
“É um projeto despretensioso, papo reto. Quis passar a energia real dos encontros no Rio. Reuni amigos, produtores, gente que admiro… É uma reunião de bar que virou música”, resume a artista, deixando claro que a essência do projeto está nos encontros e nas trocas.
A proposta de verdade também se estende ao visualizer. Nada de estúdio fechado ou poses ensaiadas. Sob direção de Porto, a equipe levou a mixtape para a festa Roda de Som, no bucólico — e caótico — bairro do Catete. Com DJ Seven tocando o projeto inteiro para um público que nunca tinha ouvido as faixas, o resultado foi pura espontaneidade: reações reais, dança improvisada e clima de bailão. O que aparece na tela é exatamente o que aconteceu — sem filtro, sem roteiro e com muita marola.
Musicalmente, “Músicas para Marolar” é uma bagunça organizada que reflete tanto a cabeça da artista quanto a noite do Rio. Funk 150 BPM flertando com afrobeats, house virando tamborzão e gêneros se cruzando sem pedir licença. As faixas atravessam diferentes momentos, de 2021 até a semana passada, costurando influências como quem monta um set no meio da festa.
No fim das contas, KING Saints entrega mais do que uma mixtape: entrega um recorte vivo da cidade, das ruas e dos encontros que fazem o Rio pulsar depois que o sol se põe — e também quando ele nasce.








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