Natura Musical apresenta “I”, disco solo de estreia da cantora e compositora baiana Natania Borges

por | maio 15, 2024

Disco apresenta 14 faixas autorais inéditas e produção musical assinada por ela com XavBeatz e Lerry

A multiartista Natania Borges apresenta hoje seu disco solo de estreia, I (Uma/One), via Natura Musical. O trabalho tem produção musical assinada por ela em parceria com o produtor Xavbeatz e também traz como produtores convidados os beatmakers WaraBeats e Lerry em faixas específicas do álbum. I contém 14 faixas autorais compostas e interpretadas por Natania, sendo 10 faixas em português, 2 em inglês e outras 2 que misturam ambos os idiomas. Destaque para a faixa “Lies”, fruto de um intercâmbio de Natania com o duo canadense TRP.P – ouça aqui. Após o lançamento deste trabalho, a artista de Salvador (BA) confirma a divulgação de 4 sessões acústicas, 2 videoclipes e 1 short film, tudo inédito: O ano de 2024 é dela e ninguém tasca. 

Para compor I, Natania revela que começou a criar do zero, a partir dos elementos sonoros que já estava ouvindo e pesquisando em direção a um trabalho só seu. “Após a composição das 6 primeiras faixas, fui entendendo quais os gêneros iriam reger o trabalho, mas também não estipulei um tema ou nome. Eu queria compor um disco completamente inédito e que trouxesse uma essência natural de quem eu sou hoje como pessoa e artista”, ela explica. “Das 14 faixas feitas para o disco, apenas uma foi resgatada do meu banco pessoal de composições; resgatei ‘Há um Vazio’, que foi criada em 2014. As restantes foram criadas exclusivamente para a produção do disco”, completa. 

A respeito das direções estéticas tomadas por Natania neste projeto, os caminhos também foram espontaneamente concebidos pela artista. Ela sabia que I seria atravessado de R&B, Afrobeat e Pagode baiano, uma vez que ela zela por carregar sua própria ancestralidade em comunhão com suas referências musicais.

“Eu estava mergulhada em estudos vocais de artistas e álbuns dos continentes africano, asiático (oriente médio), europeu (artistas imigrantes) e norte americano (R&B). Mayra Andrade, Lous and the Yakuza, Alewya, Lianne La Havas, Sampa the Great, Rihanna… E na Bahia, Larissa Luz, ÀTOOXXÁ e Rachel Reis”, ela cita. 

Inicialmente, Natania almejava um disco explosivo e quente, “mas respeitei as composições, o que naquele momento saía de mim e como eu conseguia conversar com essas/esses artistas”, ela reflete. Durante a criação das músicas e produção musical, Natania e equipe de produção perceberam que o afrobeat ganhava espaço e assim o definiram como o principal gênero guia do disco. “Ainda sim, aplicamos o R&B e os ritmos da Bahia, conversando com o afrobeat e criando ligações entre eles”, completa Natania. 

“Além de cantora e compositora, também desenvolvo produções visuais e sempre uso da sinestesia para traduzir as palavras e notas musicais. Uma vez criada toda a estética sonora, automaticamente as imagens surgiram na minha cabeça, a partir de flashes, texturas e elementos, ao qual organizei em sete roteiros audiovisuais. Uma vez roteirizado, o material foi apresentado para uma equipe, onde foram trabalhados a direção de arte; cenografia; fotografia; direção e produção, construindo uma narrativa repleta de códigos, referências e símbolos, que traduzem a música em uma imagética”, Natania detalha sobre a parte visual de I. 

Na parte temática, Natania contextualiza que as letras surgiram de uma imersão muito profunda e particular sobre autoconhecimento de si mesma a partir de vivências intra e interpessoais que de algum jeito ou de outro provocaram uma revisão pessoal e um despertar animal sobre si mesma. “Me sentia mergulhada no fundo do poço, buscando o entendimento para esse corpo trans solitário, reinvenção pessoal e espiritual. Comecei a assistir vídeos de tarô, fazer alguns jogos, ganhei meu primeiro baralho e comecei a conhecer algumas(ns) mentores espirituais. Sem perceber, essas canções começaram a surgir para aquele processo tão importante de solitude e solidão… Aquelas vivências foram rasgando, limpando e me reconstituindo como pessoa”, ela conclui. 

Ser aprovada no Natura Musical para produzir, gravar e lançar I, foi também um período de realização da artista sobre a própria carreira. “Me senti reconhecida e comecei a ver que todo esforço tinha surtido efeito. Com anos de dedicação e todas as devolutivas que tinha recebido sobre o meu trabalho até então, tive a certeza que a semente plantada germinou quando assumi viver da minha música. Foi louco porque no fundo, eu também já sabia da maturidade que havia adquirido ao longo desses anos, mas as dificuldades não me deixavam enxergar. A Natura tem sido um portal de possibilidades e nos faz entender que temos força e conteúdo para construir nossas histórias e vivências”, celebra a cantora. 

Natania Borges foi selecionada pelo edital Natura Musical, por meio da lei estadual de incentivo à cultura de Minas Gerais (LEIC), ao lado de 1a Festival de Música Doida, Festival Pá na Pedra, Jack Will, N’zinga, Paige e ruadois. No Estado, a plataforma já ofereceu recursos para mais de 160 projetos de música até 2022, em diferentes formatos e estágios de carreira como Maíra Baldaia, Sérgio Pererê e Meninos de Araçuaí.

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