A gaúcha Cristal iniciou sua carreira aos 15 anos, com os versos de poesia falada nos Slams em Porto Alegre/RS e foi campeã regional no Slam BR realizado em São Paulo/SP. Seu talento para o rap foi sendo gradativamente reconhecido a cada lançamento, seja por meio de singles solo como “Rude Girl” e “Ashley Banks”, seja em sua participação no álbum “Histórias da Minha Área” na faixa “Deus Dará” do rapper mineiro Djonga.
A cena sulista do rap tem ganhado força com movimento das minas pretas dentro e fora das batalhas, galgando espaço e Cristal é uma de suas representantes mais proeminentes. “Mano é de muito orgulho e reconhecimento ver as pretas se destacando na cena daqui. Pela frustração de expectativa do que se espera de um rap que vem do sul: masculino, branco de olho azul. É uma resposta natural da resistência que nasceu aqui e ainda floresce”, conta a rapper.
Imagem: Instagram
Embora o rapper feito por mulheres não tenha tanto espaço quanto de seus pares masculinos, as meninas não desanimam e seguem lançando seus projetos sem esmorecer. Cristal prepara o lançamento de seu primeiro álbum, ““EPIFANIA”, pelo Natura Musical. A cantora planeja unir animação, audiovisual e muito soul.
“Hoje eu me permito explorar o que eu gosto de ouvir, os últimos lançamentos como “Forasteiro” já tem uma maturidade e sonoridade musical diferente das outras, acredito que isso vai cada vez mais crescer nas nossas criações”
Cristal não cita grandes nomes do rap como ambição de gravar junto, mas algumas lendas da música brasileira que influenciaram o gênero. “No momento queria muito ter Jorge Ben, Toni Tornado e Sandra de Sá no meu álbum, não custa sonhar!”, revela.
A união feminina no rap nacional gerou feats interessantes para Cristal. Ela já tocou com Tasha e Tracie, MC Luanna, Yasmin Liras e Duda Raupp, além de outros nomes renomados como Nill, o sempre parceiro de seus trabalhos MDN Beats, Nagalli e WEY.
Ainda há muito caminho para Cristal crescer.
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